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Literatura - Poesias
Escrito por: veruska
veruska

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Qui, 15 de Janeiro de 2009 09:35
Acácia seca, despida,
Bordejando os caminhos
Passam por ti e desdenham
Teus braços esguios, sedentos,
Na tranquila sonolência
Da tarde que vai morrendo.
Despertas! Já não és penumbra esguia.
És raiz feita flor,
Deixas de ser una, és múltipla,
Brotando toda em botões
Como sangue em borbotões
E raios de ouro em pó
Escorrendo das ramagens.
Talvez tu, na hora calma
Consigas colher estrelas...
Apanhar essa riqueza
Que vem do sol e da brisa
E no teu tronco desliza...
Entre nuvens, vento e mar,
O teu destino é passar
A tirar sempre o melhor
Do pouco que a terra tem.



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Qui, 15 de Janeiro de 2009

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Última atualização em Ter, 20 de Janeiro de 2009 03:04
 
Comentários (3)
  • Edney
    avatar
    Muito bonito. Gostei demais. Abraços...
  • veruska  - Agradecimento
    avatar
    Edney Agradeço seu comentário. A beleza das acácias da minha terra, Benguela, merece bem este e muitos mais poemas. Um abraço angolano Vera Lucia
  • tania_martins
    avatar
    Beleza! Gostei bastante.Abraços
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