Ferramentas
Procurar
Login

Autores.com.br

publique, seja lido e comente

Você esta aqui: Início
Sábado, 04 Set 2010
Escrito por: Hal Wildson
Hal Wildson

(3 votos, média de 5.00 em 5) "Caso queira votar neste texto, clique de uma a cinco estrelas"

Cap. I- Impressão Colonial - Nova República- As novidades do que não mudou .

Enviar por e-mail
TERRA À VISTA.

"A oposição entre os poderosos e os fracos só superficialmente explica a evolução das sociedades. Impõe - se procurando um fundamento natural primitivo, onde os mais fortes são superiores aos pobres, e os fracos são submissos aos ricos."
(Baseado na teoria de Rosseau: "O bom selvagem")

Perpassados pelo interesse mercantil, a ânsia pelo poder, e a utopia de um paraíso perdido: "uma terra de riquezas, rodeada de belezas tropicais, pedras preciosas, e a beleza virgem das nativas"; o imaginário europeu contribui para a idealização de um mito das explorações.

Em meados do século XIV o "Velho Mundo" passava por um período de decadência em sua política econômica. As limitações geográficas, a instabilidade e a limitação das transações comerciais, favoreceram para a procura desesperada de novos mercados de ativa lucratividade.

Diante disso, a Europa lançou - se à procura de uma nova rota marítima às Índias. Provavelmente, as características mais importantes desse comércio era a de consentir principalmente de produtos transportáveis, atendendo à crescente exigência da população européia. E sem dúvida, a proposta tentadora da consolidação de um novo caminho ao mercado principal, desempenhou papel crucial para a descoberta das "novas terras".

Inflaram velas para o oeste, e abortaram no leste da América, as expedições colombianas acreditavam estar em terras Asiáticas. Entretanto, só alguns anos depois e que perceberiam a "descoberta" de um novo continente, Colombo estava na América.


"Mas me pareceu que era gente que não possuía praticamente nada. Andavam nus como a mãe lhes deu à luz; (...) Eles se pintam de preto, e são da cor dos canários [das ilhas Canárias], nem negros nem brancos. E se pintam de branco, e de encarnado, e do que bem entendem (...) não têm nenhum ferro: as suas lanças são varas sem ferro, sendo que algumas têm no cabo um dente de peixe (...). Devem ser bons serviçais (...) e não tinham nenhuma religião. Eu, comprazendo a nosso Senhor, levarei daqui, por ocasião da minha partida, seis deles para Vossas Majestades, para que aprendam a falar".
(COLOMBO, Cristóvão. Diários da descoberta da América. Porto Alegre, LePM, 1985.)

Desde então, com a chegada dos europeus à América, deram - se aos nativos a denominação de índios, por pensarem estar nas Índias comerciais. Durante muito tempo o "Novo Continente" ficara conhecido como as "Índias Ocidentais", contudo, o conhecimento de que não estavam em tais terras não favoreceu em nada para a mudança conceituada de seus habitantes.

Com a idealização de um termo apenas: "índios"; os colonos utilizavam o vocativo, generalizando os mais diversos povos, desde o sul ao norte das Américas, rotulando-os de um mesmo nome, simplesmente por não serem europeus.

As posturas de homogeneização dos nativos em um quadro único contribuíram mais uma vez às ideologias eurocêntricas e massificantes da Europa, à idéia de superioridade e de pretensão. Mas este era apenas o começo.


I-IMPRESSÃO COLONIAL

TERRA À VISTA.

"A oposição entre os poderosos e os fracos só superficialmente explica a evolução das sociedades. Impõe - se procurando um fundamento natural primitivo, onde os mais fortes são superiores aos pobres, e os fracos são submissos aos ricos."
(Baseado na teoria de Rosseau: "O bom selvagem")

Perpassados pelo interesse mercantil, a ânsia pelo poder, e a utopia de um paraíso perdido: "uma terra de riquezas, rodeada de belezas tropicais, pedras preciosas, e a beleza virgem das nativas"; o imaginário europeu contribui para a idealização de um mito das explorações.

Em meados do século XIV o "Velho Mundo" passava por um período de decadência em sua política econômica. As limitações geográficas, a instabilidade e a limitação das transações comerciais, favoreceram para a procura desesperada de novos mercados de ativa lucratividade.

Diante disso, a Europa lançou - se à procura de uma nova rota marítima às Índias. Provavelmente, as características mais importantes desse comércio era a de consentir principalmente de produtos transportáveis, atendendo à crescente exigência da população européia. E sem dúvida, a proposta tentadora da consolidação de um novo caminho ao mercado principal, desempenhou papel crucial para a descoberta das "novas terras".

Inflaram velas para o oeste, e abortaram no leste da América, as expedições colombianas acreditavam estar em terras Asiáticas. Entretanto, só alguns anos depois e que perceberiam a "descoberta" de um novo continente, Colombo estava na América.

"Mas me pareceu que era gente que não possuía praticamente nada. Andavam nus como a mãe lhes deu à luz; (...) Eles se pintam de preto, e são da cor dos canários [das ilhas Canárias], nem negros nem brancos. E se pintam de branco, e de encarnado, e do que bem entendem (...) não têm nenhum ferro: as suas lanças são varas sem ferro, sendo que algumas têm no cabo um dente de peixe (...). Devem ser bons serviçais (...) e não tinham nenhuma religião. Eu, comprazendo a nosso Senhor, levarei daqui, por ocasião da minha partida, seis deles para Vossas Majestades, para que aprendam a falar".
(COLOMBO, Cristóvão. Diários da descoberta da América. Porto Alegre, LePM, 1985.)

Desde então, com a chegada dos europeus à América, deram - se aos nativos a denominação de índios, por pensarem estar nas Índias comerciais. Durante muito tempo o "Novo Continente" ficara conhecido como as "Índias Ocidentais", contudo, o conhecimento de que não estavam em tais terras não favoreceu em nada para a mudança conceituada de seus habitantes.

Com a idealização de um termo apenas: "índios"; os colonos utilizavam o vocativo, generalizando os mais diversos povos, desde o sul ao norte das Américas, rotulando-os de um mesmo nome, simplesmente por não serem europeus.

As posturas de homogeneização dos nativos em um quadro único contribuíram mais uma vez às ideologias eurocêntricas e massificantes da Europa, à idéia de superioridade e de pretensão. Mas este era apenas o começo.


A CARTA DE CAMINHA.

Os "homens da terra", homens e mulheres nativos da América, eram descritos por Caminha, como criaturas formosas e de boa aparência: "Andam nus, sem nenhuma cobertura. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas, e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto".

"Caminha" observa o continente com os olhos de um português do século XV, o entusiasmo pelas terras virgens fazia-o ver as "novas criaturas" como demônios ambíguos do paraíso terrestre, seus elogios ás terras brasileiras aumentava a ambição da Coroa Portuguesa em prol da América.

Ao "achamento" da América, no imaginário Europeu representava a rivalidade de um conflito com o Diabo: representado pelos nativos, envolto às terras abençoadas que deviam ser salvas por criaturas divinas, enviadas por Deus: "Eles" os Europeus.

A idéia pela conquista de novas terras vinha acompanhada pelos pressupostos de catequizá-los, de levar para aos possíveis demônios do "Novo Mundo" a palavra de Deus, o livramento e a salvação por meio da catequese.

Os costumes indígenas, sua cultura, suas crenças eram detestadas pela ordem européia; as diferentes formas de vida dos nativos fazia-os parecer superiores mediante a seus olhos, não levando em conta nenhum mandamento ou promessa bíblica, pelo contrário, o que predominava sobre a demagogia européia, era o desejo e a busca pelo poder, sendo este, o verdadeiro e único motivo das explorações mercantis.


DESCOBRIU-SE... OU ACHOU-SE?

"Colombo não descobriu um novo mundo: estabeleceu contato entre dois mundos, ambos já velhos".

Ao mesmo tempo em que a "Era das grandes navegações" propiciou um notável conhecimento comercial; as viagens marítimas foram favoráveis inclusivamente para o desbancamento das superstições e lendas do alto mar; como a preocupante possibilidade de haver vida no hemisfério sul, uma utopia das explorações. Favoreceu também para a consolidação de uma política agressiva e conquistadora impulsionada às viagens marítimas.

Sendo assim, principalmente deve - se analisar:

Quando lemos ou subjetivamente aderimos à expressão: "a descoberta da América",estamos desmerecendo de total forma aos habitantes pré-colombianos. O termo "descoberta" implica no encontro de algo novo, algo, que até então não se conhecia, não existia. Contudo, é extremamente obvio que os povos da América eram profundos conhecedores de suas terras; já para aqueles que alegaram ter descoberto novas terras, eles utilizaram a expressão tão superficialmente quanto o estadunidense que "descobre" o Brasil pela primeira vez e decide que é superior a qualquer um de nós.

Outro ponto analisado é a dualidade das expressões "Descoberta" e "Novo Mundo"; pois, quando se descobre algo desconhecido antes, acaba-se de encontrar um novo território, um "novo mundo". Entretanto, o que se observa é que tal expressão não passa de um fruto ideológico do termo descoberta, ambos europeizados. Pois, é claramente notável que o "Velho Mundo" conheceu um mundo certamente mais velho ainda que o seu, ao contrário do que imaginavam; não se descobre algo que antes já fora descoberto, e não há algo "novo" se não fora descoberto.


ORIGINALMENTE AMERICANOS.

Em 1492, o continente americano ainda era habitado por centenas de povos e tribos distintas; ainda quando Cristóvão Colombo acreditava ter chegado às Índias, e foi esse o nome genérico que denominou os nativos do Continente. E em homenagem a Américo Vespúcio, outro navegador italiano, o continente fora batizado de: América.

Vespúcio esteve na América e espalhou os rumores pela Europa: "as novas terras" formavam um extenso continente, não eram estes as Índias.

Aqueles que chegaram aqui encontraram um sem- números de culturas e povos evoluidíssimos, e altamente organizados, viviam em sociedades, possuíam leis, costumes e tradições religiosas. Talvez fosse isto o que mais impressionava os europeus: não eram demônios, selvagens e sem almas, como idealizavam, eram bons de mais para permanecerem vivos, afinal, ninguém poderia ser melhor do que os próprios europeus. Poderiam?

Colombo fora o primeiro dos grandes navegadores a criar as utópicas fantasias, que logo se tornaria no "achamento" da América; uma descoberta para o paraíso. Ele acreditava, e afirmou em uma de suas cartas: "As Escrituras dizem que no paraíso terrestre cresce a árvore da vida, e dela flui uma nascente que dá origem a quatro grandes rios, o Garças, o Tigre, o Eufrates e o Nilo. O Paraíso terrestre, que só se pode alcançar por vontade divina, fica no fim do oriente. É neste lugar que estamos".

Contudo, o importante é saber que foram eles, os europeus, responsáveis pelo inicio dos maiores massacres; não só os massacres físicos, como também ideológicos.

Desde sempre os europeus denominavam-se melhores que os outros, talvez pelo fato da criação do humano perfeito: Branco, Polido, vestimentas engenhosas.

Um exemplo de que a idealização inferiorizante de uma população atrocede desde problemas sociais até o acarretamento de uma sociedade em desigualdade, pode ser analisado evidentemente em nosso dia-a-dia.

"América": foi este o nome dado a três continentes do Ocidente, ou seja, qualquer individuo nativo de um dos três continentes, patriamente poderia ser chamados de americano. Logo, em meados de 500 anos passamos a ser denominados "Latinos" e os "estadunidenses" passaram a ser julgados como o ideal protótipo perfeito do americano por serem reconhecidos por sua indústria, tecnologia, e principalmente um país de primeiro mundo; desta forma, quando os reverenciamos estamos desmoralizando e inferiorizando milhões de cidadãos originalmente americanos, inclusive a nós mesmos.

Quando nos chamamos superiores a alguém a tendência é inferiorizar o oposto do que somos; e esta é só uma das heranças que os europeus nos deixaram.

Argentinos, Canadenses, Mexicanos, Brasileiros, afinal, somos todos americanos; pois, nascemos na América. Ou por acaso não somos dignos desse vocativo?


A VIOLÊNCIA CONTRA-ATACA.

Logo de primeiro impacto, o contato dos nativos da América aos colonizadores foram levianamente pacíficos, entretanto, as explorações aos índios e as práticas hediondas de violência quebraram a falsa "Bandeirinha da Paz".

Assim como a maioria dos europeus, os espanhóis também vinham para o outro continente em busca de novas riquezas, e encontraram; ao contrário dos portugueses os espanhóis logo encontraram ouro e prata, chegaram a recolher toneladas dos minérios, mas é o claro que isso não seria realizado sem exploração dos nativos americanos.

Á proporção que os espanhóis se apossavam das novas terras iniciou - se um período de lutas e massacres, os nativos aos poucos foram perdendo suas terras, e como se não bastasse, os índios eram obrigados a oferecer anualmente um devido número de trabalhadores, caso contrário teriam que posicionar - se frente a frota Espanhola, e, é claro que não teriam a menor chance. Os espanhóis diziam-se encomendados para cristianizar os índios pagãos. Um regimento que não passava de demagogia, pois os índios eram tratados como animais: "O povo sem alma".

Escravização, maus - tratos, doenças trazidas pelos europeus e a desorganização da sociedade indígena, levara com que quase 80% da população indígena que habitava o continente antes do achamento desaparecessem.

Os Impérios Astecas e Incas que contavam com uma população de milhões de índios, acabaram sendo conquistados por uma porcentagem de espanhóis notavelmente menores.

De certo modo, há historiadores que defendem a hipótese de quê: "o massacre da cultura" fora a principal arma dos colonizadores; não há outra forma mais eficaz de domínio do quê a destruição de um povo através de sua cultura.

Fogueiras arderam durante semanas, queimando tudo que representasse a cultura nativa; roubavam suas descobertas, seus métodos (métodos mais evoluídos dos que os europeus na época), conhecimento astronômicos e matemáticos; mas ainda hoje tais povos ainda são desconhecidos e quando não, subjugados ; tudo isso por perderem a sua cultura: sua alma.

Para os espanhóis, os ‘índios' não passavam de um povo inferior, de maus hábitos, de língua diferente, além de selvagens, sem sentimento, sem dor, sem sonhos; por incrível que possa parecer, 500 anos depois da colonização do continente, ainda tais pressupostos mantém - se vivos; devido ao preconceito e os olhos críticos de um cidadão bitolado, são esses dogmas que massificam o pensamento de um povo, são esses dogmas responsáveis por tanta desigualdade ética e social.

Não muito diferentes dos portugueses, os espanhóis, não só destruíram um povo, como também os roubaram:

"não encontraram algum acolhimento (...) viram - se tratados pior que animais e como se fossem menos ainda que os excrementos das ruas; e assim morreram, sem fé e sem sacramento; tantos milhões de pessoas".

Disse Frei Bartolomé de las casas, esteve na América no inicio do século XVI e acompanhou de perto a dominação dos índios pelos europeus:

"Isto eu posso afirmar como tendo visto e é causa tão verdadeira que até os tiranos confessam que jamais os índios causaram desprazer algum aos espanhóis, que os consideravam como descidos do céu até o momento em que eles, ou seus vizinhos, provavam os efeitos da tirania." Conta Frei algumas atrocidades que presenciou.

"Durante três meses e na minha presença morreram mais de seis mil crianças por lhes haverem tirado o pai e a mãe, a quem haviam mandado para as minas. Vi também muitas outras causas espantosas."
(Frei Bartolomé de las Casas. Brevíssima relação da destruição das Índias. O Paraíso destruído. Porto Alegre, L&PM, p. 29 - 33 e 41 - 2.)


A VISÃO ASTECA DOS CONQUISTADORES

Montados em seus cavalos, a postura heróica e elegante dos espanhóis procuram de primeira vista certa imposição de repugnância de ambas as partes. Contudo, para os índios eles eram como "deuses"; sacrificavam e ofereciam vidas humanas a suas divindades, tudo em louvor aos "deuses" recém - chegados.

"O assassinato coletivo de todo um povo", o genocídio: somente em quarenta anos a ação diabólica e tirânica dos espanhóis, eliminou injustamente mais de doze milhões de pessoas, homens, mulheres e crianças, e não seria exagero denominá-los demoníacos.

"Aqueles que foram de Espanha para esses países (e se tem na conta de cristãos) usaram de duas maneiras gerais e principais para extirpar da face da terra aquelas miseras nações. Uma foi a guerra injusta, cruel, tirânica e sangrenta.Outra foi matar todos aqueles que podiam ainda respirar ou suspirar e pensar em recobrar a liberdade ou subtrair - se aos tormentos que suportavam, como fazem todos os senhores naturais e os homens valorosos e fortes; pois comumente na guerra não deixam viver senão as crianças e as mulheres: e depois oprime - nos com a mais horrível e áspera servidão o que jamais se tenham submetido homens ou animais.

A essas duas espécies de tirania diabólica podem ser reduzidas e levadas, como subalternas do mesmo gênero, todas as outras inumeráveis e infinitas maneiras que se adotam para extirpar essas gentes.A causa pela qual os espanhóis destruíram tal infinidade de almas foi unicamente mão terem outra finalidade ultima senão o ouro, para enriquecer em pouco tempo, subindo de um salto a posição que absolutamente não convinham a suas pessoas; enfim, não foi se não sua avareza que causou a perda desses povos, que por serem tão dóceis e tão benignos foram tão fáceis de subjugar (...)".

Logo depois, mediante aos abusos, violências e tormentas a que submetiam os índios, logo, os nativos perceberam que não poderiam ser seus "deuses".

Mediante a isso, alguns fugiam para as montanhas, escondiam suas mulheres e filhos; e isso aumentava mais ainda os maus - tratos: os espanhóis lhes davam bofetadas, socos e bastonadas. Os cavalos, as lanças e as espadas de seus "deuses" passaram a ser armas de morte; invadiam aldeias e eram inúmeras as crueldades; não poupavam mulheres e nem mesmo crianças.

As grávidas eram espancadas, isto quando não resolviam abri-las o ventre, assim como cordeiros; faziam apostas sobre quem, de um só golpe de espada, abriria um homem pela metade, ou quem primeira lhe arrancaria a cabeça com apenas um golpe de espada; deitavam - lhes fogo, queimando vivo todos que ali estavam.

Hediondamente, nem mesmo as montanhas tornavam - se segura, eram inúmeras as matanças realizada pelos cães; despojados de qualquer piedade, os espanhóis ensinavam aos cães a fazerem pedaços um índio, logo de primeira vista. Os espanhóis fizeram uma lei entre eles, segundo a qual por um espanhol morto faziam morrer cem índios.

"Assim montados em seus cavalos, andam no nível dos tetos o corpo to do coberto, só se vê sua cara. Ela é branca, branca como se fosse de cal (...) eles têm os cabelos amarelos, apesar de alguns serem negros (...) eles são horríveis (...) iguais a macacos, enchiam as mãos com ouro; depois sentavam - se, trêmulos de prazer (...) sem dúvida, eles o desejavam com uma sede furiosa"

Da mesma forma que os espanhóis estranharam a desimportância dos índios em relação ao ouro; também era assustador ver os colonizadores loucos pelo metal, capazes de tudo por uma barra de ouro, para os índios: "um metal amarelo, comum e sem valor, chamado ouro".

"A chegada triunfante dos espanhóis, provocou um verdadeiro choque entre os astecas; de inicio receberam-nos como deuses, mas logo perceberam que eram mais semelhantes a demônios".

Argumentos retirados dê :(Saga: a grande história do Brasil. São Paulo, Abril Cultural V.1, p. 57.).



Crie um banner deste artigo em outros sites


Para criar um banner deste artigo em outro site,
copie e cole o texto abaixo em sua página.




Visualizar :


Comentários (0)
Somente usuários registrados podem comentar!