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Domingo, 05 Set 2010
Escrito por: Hal Wildson
Hal Wildson

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Nota Preliminar- Nova República: As novidades do que não mudou.

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" Ditar:oprimir, impor, empregar regras, mandar; ditador; Ditadura! Sinônimos de poder, exclusão, despotismo, Governo de exceção".

As estatísticas da UNESCO na década de 1960 considerou o livro " uma publicação impressa, não periódica, que consta no mínimo 49 páginas , sem contar as capas" ; um produto meramente industrial. Seria?

Na década de 60, período de uma histórica ditadura militar brasileira; revoluções ideológicas a conduta e repressão do governo; período onde "Simples 49 páginas" significaria uma arma, ou a morte de milhares de Cidadãos. Período em que os livros eram queimados ao invés de lidos; ou pelo menos queimados para não serem lidos.

Embora o livro seja dito como simplesmente uma mercadoria capitalista, um vantajoso veículo de informação, valores, ou paradoxos; o livro é principalmente um suporte de transformação. O transmissor de uma rede de pensamentos, sejam filosóficos, argumentativos, convincentes ou não; ele é o que nos faz pensar sobre nós mesmos, nossas vidas, rumos e escolhas.

Karl Marx e Friedrich Engels, descobriram o poder de um livro ao exporem ao mundo suas idéias e pensamentos além das bases governamentais ; foram subjugados, oprimidos, expulsos, e ditos traidores do Estado nacional; transformaram o mundo.

"A teoria não se realiza jamais em um povo senão na medida em que seja a realização das necessidades desse povo... Não basta que o pensamento procure a realização, é preciso ainda que a realidade procure o pensamento".
( Karl Marx )

O livro, quando não usado como meio de libertação , pode assumir posturas alienatórias ou massificantes; principalmente quando controlado por uma classe tirana que controla o poder, que insiste em tapar os olhos da sociedade; e que assistem uma sociedade conformada com a sua situação.

"É a imprensa censurada que tem um efeito desmoralizador. O governo somente ouve sua própria voz, e assim mesmo ele se fixa na ilusão de que ouve a voz do povo e pede ao povo que aceite essa ilusão".
( Karl Marx )

O livro deve ser usado como meio de questionamento, crítica, e inconformação. Analise-o e fuja das idéias bitoladas de uma mesma realidade, busque "porquês", faça do livro, ou um simples artigo eletrônico, o modelo de liberdade, e acima de tudo um exemplo de mudança.

Seu nome? Conhecimento, o livro.

Livre? É o leitor; conhecedor do mundo; conhecedor da liberdade inalcansável aos olhos de quem não requer mudar. De quem não requer ler...

" As idéias nada podem realizar. Para realizar as idéias são necessários homens que ponham a funcionar uma força prática."
( Karl Marx ).



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